Juízo Temerário

Sermão de domingo – Juízo Temerário

Texto: Mt 7:1-5

por: Pr. Clóvis Fernandes

  1. Não Julgueis para que não sejais julgados. O Coração do homem é um grande tribunal, seus olhos são os promotores de acusação e sua língua o martelo da condenação. Da língua de uma pessoa viciada em julgar temerariamente sai apenas contendas, destruição e até mesmo a morte. Cito principalmente a morte de relacionamentos. Não podemos concluir que nosso Senhor Jesus proíbe o julgamento, não é isso, o julgamento temerário que é proibido e passivo de castigo (falaremos disso no próximo versículo). A palavra temerária pouco usada em nosso dia a dia significa: irresponsável; quem age sem preocupar com o interesse público. Malicioso; imoral; interesseiro: com má fé. Aquele que age com o objetivo de enganar; protelar e distorcer os fatos. Logo julgar temerariamente é julgar de forma maliciosa, movido por interesse próprio e distorcendo os fatos! Este é o julgamento que o Senhor Jesus proíbe. Quem julga temerariamente se coloca como padrão de julgamento, é como se a pessoa condenasse veemente quem maltrata seus pais e ela mesma praticasse o mesmo ato! O apóstolo Paulo já havia instruído a Igreja em Roma sobre o assunto: “Talvez você pense que pode condenar esses indivíduos, mas é igual a eles e não tem desculpa! Quando diz que eles deveriam ser castigados, condena a si mesmo, porque você, que julga os outros, pratica as mesmas coisas. E sabemos que Deus, em sua justiça, castigará todos que praticam tais coisas. Uma vez que você julga outros por fazerem essas coisas, o que o leva a pensar que evitará o julgamento de Deus ao agir da mesma forma?” (Romanos 2:1-3). Concluímos nesse ponto que é proibido executar julgamento temerário, porém existem julgamentos legais permitidos pelo Senhor Jesus que seriam executados pelos magistrados (juízes no plural) nas esferas militar, cível e eclesiástico.
  2. Pois vocês serão julgados pelo modo como julgam os outros. O padrão de medida que adotarem será usado para medi-los. O Senhor Jesus nesse versículo nos traz uma palavra um tanto enigmática, porém muito direta. Este versículo deixa um alerta para as pessoas que julgam temerariamente, da mesma forma, empenho e vigor que ela usa para julgar os outros, também será julgada da mesa forma e medida. É evidente a lei da retribuição neste versículo. O apóstolo Paulo escreveu aos coríntios: “Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo”. (1 Coríntios 11:31,32). Quem julga a si mesmo e se arrepende de seus pecados alcança graça e misericórdia, quem ainda não é capaz de fazer isso apesar de ser um eleito de Deus, o Senhor o julgará e o instruirá com a sua vara de correção afim que esse irmão não venha ser condenado com o mundo. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te. (Apocalipse 3:19).
  3. Como pode dizer a seu amigo: ‘Deixe-me ajudá-lo a tirar o cisco de seu olho’, se não consegue ver o tronco em seu próprio olho? Hipócrita! Primeiro, livre-se do tronco em seu olho; então você verá o suficiente para tirar o cisco do olho de seu amigo. O Senhor Jesus usa uma metáfora para ilustrar uma pessoa que possui muitos defeitos consegue enxergar uma pequena falha no seu próximo, mas é incapaz de ver o tamanho dos seus defeitos. Quem assim age é chamado de hipócrita pelo justo Juiz de toda terra! Para concluir este ponto recorro às palavras do apóstolo Tiago: “Somente aquele que deu a lei é Juiz, e somente ele tem poder de salvar ou destruir. Portanto, que direito vocês têm de julgar o próximo?” (Tiago 4:12).

Conclusão: O Senhor Jesus preserva a sua igreja de agir igual ao mundo, quando isso acontece à verdadeira igreja de Cristo será corrigida. O crente deve refletir nessas palavras e lutar contra este pecado de julgar temerariamente o seu próximo. Quando for necessário um julgamento que seja feito pelos magistrados que Deus estabeleceu na terra, lembrando que as indiferenças entre  os irmãos devem ser tratado em segredo entre os irmãos, quando isso não for possível deve se levar o caso para a igreja para que seja julgado com temor e retidão sempre visando a recuperação da harmonia. Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? (1 Coríntios 6:2)

 

 

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